Casamento e Relacionamento

A maior das queixas que aportam nas terapias de casais em consultório é sobre o casamento.
Pessoas entram em conflito porque não conseguem manter um bom nível de relacionamento dentro do casamento. Não conseguem ter harmonia, paz e sossego dentro da própria casa.
Passam anos a fio e a situação se mantem, mesmo que um dos cônjuges se aplique para reverter algo que não esta bom.
Mas não são dois os envolvidos?
Não podemos esquecer que ao falarmos de casamento, estamos também falando de lar e de relacionamentos.
Em um primeiro momento, devemos saber  o porque essas duas pessoas resolveram se casar.
Amor sempre é a primeira resposta, alias de ambos.
Interessante que apos algum tempo percebemos que esse discurso  nem sempre é verdadeiro.
Pessoas casam por interesse, por imposição de pais ou social, por estarem carentes e sozinhas, por se encantarem com o par, por questões financeiras, atração física  e outros tantos motivos que poderíamos citar.
Claro que existe amor, mas que tipo de amor é esse?
O sentimento sublime “Amor” foi de tão forma banalizado e generalizado que pode se confundir com tudo.
Inclusive com paixão.
Eu “amo” o pneu furado do  meu carro.
De certa forma, o Amor foi coisificado.
Casamento é uma coisa, Lar é outra.
Há uma grande diferença entre casar e se relacionar.
Muitas vezes o casamento é bom, constituído por pessoas boas, de índole, de confiança, bons pais, boas mães, bem sucedidos financeiramente, pródigos em bens, porem não conseguem se relacionar.
E o casamento , dizem eles, esta ruim.
Ao analisarmos as queixas, na grande maioria das vezes não é o casamento que é ruim e sim o relacionamento que esta deteriorado.
Enquanto não se identifica os motivos reais que levaram a esse estado, adianta encerrar o casamento em função de um relacionamento ruim?
Casar é fácil, é social, é religioso, é cerimonial, contenta muitas vezes a muitas pessoas, porem
chega um momento que isso acaba e então o casal tem que se relacionar. Aí é que a coisa pega.
Há uma confusão entre ambas as idéias.
Quem casa quer casa, não é assim? É sim, porem quem casa também quer carinho, afeto, sexo, cumplicidade, presença e atenção, muita atenção.
Isso é se relacionar.
Bens materiais não suprem bens afetivos nem emocionais.
Ser provedor ou provedora não é suficiente. Tem que ser amante, na acepção ampla da ação.
Devido a essa mistura de idéias vemos tantos casamentos se desfazendo atualmente.
O investimento é feito de forma equivocada, por um ou por ambos os cônjuges.
È necessário que se criem lares em vez de casas.
Casa é feita de tijolo.
Lares são feitos de valores.
O investimento deve ser centrado no relacionamento e não no casamento porque esse será duradouro enquanto houverem dois amantes ao invés de marido e mulher.
A responsabilidade é dos dois.

Vagner Crepaldi

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